Janeiro 25 2015 60Comentários
vacas

O mito das vacas felizes nos açores

queijo vegan

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A campanha de animais felizes está a chegar a Portugal, pela marca açoriana de lacticínios Terra Nostra.

Esta campanha que pretende envolver os 500 produtores de leite dos Açores, que terão de cumprir uma rigorosa lista de normas para poder ter o selo de “felicidade” nos seus produtos.

Mas o que está por trás de um selo de vacas felizes?

Ainda há muitos de nós que não conhecem a verdadeira origem do leite. Ainda faz parte do senso comum que as vacas nos “dão o leite” como uma oferenda divina. Mas nada pode estar mais longe da verdade.

(saiba como fazer leite vegetal em casa)

A vida de uma vaca explorada para a produção de leite é tudo menos feliz. Para tentar perceber melhor, vamos seguir as etapas da vida de uma vaca feliz:

Inseminação artificial

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imagem ilustrativa, pode não refletir a realidade do programa vacas felizes

Os animais não humanos, assim como os humanos precisam de engravidar para poder produzir leite. As vacas não são excepção. Para poder manter as vacas a produzir leite e ter uma exploração lucrativa, os animais são inseminados artificialmente num processo que se assemelha a uma violação. O processo de inseminação é um processo invasivo e que causa muito stress aos animais que são sujeitados a ele.

(alternativas vegetais dos lacticínios)

Gravidez, nascimento e separação

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Mesmo antes do nascimento dos bebés, as vacas começam a ser ordenhadas diariamente por máquinas que lhes extraem o leite. Quando nascem os vitelos, eles são separados das mães, que choram desesperadas por eles durante dias. Os bezerros podem ser mortos (gera lucro ao produtor) ou podem viver mais uns dias.

A morte anunciada dos bezerros

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No dia do nascimento, os bezerros tem o seu destino traçado, se nascer macho será morto pouco tempo depois, uma vez que não tem qualquer tipo de valor comercial na indústria do leite. A carne do bezerro macho é vendida como uma iguaria comummente chamada de vitela, uma carne branca deficiente em ferro.

Para conseguir a carne branca e macia muito apreciada, o bezerro macho é amarrado, sem qualquer hipótese de se mexer até ao dia em que será abatido. Ao estar amarrado o bezerro não tem qualquer possibilidade de se mexer e assim não desenvolve qualquer tipo de músculo, fazendo a sua carne ficar macia com músculos pouco desenvolvidos. O macho quando é morto é um bebé, com anemia, afastado da sua mãe, forçado a estar parado na sua curta vida.

A vida de uma fêmea neste círculo também não é feliz. No dia do seu nascimento é encaminhada para uma área a parte da sua mãe, que continua a chorar pelo seu bebé perdido, onde vai iniciar a sua vida de exploração. Ainda adolescente os chifres da vaca são arrancados. Para impedir que cresçam, os produtores passam uma espécie de pasta cáustica que causa uma dor imensa e que faz com que os bebés se contorçam de dor durante horas. Os chifres das vacas tem milhares de terminações nervosas. Para finalizar o tratamento é passado um ferro quente para impedir que o chifre cresça.

Doenças nos animais explorados

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A ordenha intensiva, as rações que estimulam a produção de leite causa imensa dor e problemas mamários nas vacas. As vacas sofrem de inflamações mamarias (mastites) que causa imensa inflamações e inchaços muito dolorosos.

Excesso de produção e benefício económico das vacas felizes

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imagem ilustrativa, pode não refletir a realidade do programa vacas felizes

Até a data de escrita deste artigo foram abatidos mais de dez mil vitelos nos últimos dois anos nos Açores. Estes animais estão a ser abatidos pelo seu valor comercial que neste momento é mais lucrativo do que os manter vivos. A União Europeia paga pelo abate de cada bezerro até aos 15 dias 75euros.

Vacas felizes doenças felizes

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imagem ilustrativa, pode não refletir a realidade do programa vacas felizes

O consumo de leite pelos humanos é completamente desnecessário. O leite que as vacas produzem é destinado à alimentação dos bebés da sua espécie. Ao contrário do leite humano, o leite de vaca destina-se a alimentar animais de grande porte que vão ganhar muito peso rapidamente. Ao crescer os vitelos deixam de consumir leite.

Os humanos pelo contrario optam por roubar e beber o leite de outros animais que também está associado ao risco de contracção de inúmeras doenças. O consumo de leite está associado à obesidade, diabetes, cancro de mama, cancro de próstata, cólon, doenças auto imunes, osteoporose, doenças coronárias, problemas da retina, entre outras.

devemos beber leite? veja a opinião de harvard

proteína vegan

60 comments

  1. Olá, é uma realidade cruel, tristes animais que têm de viver com tal sina.
    Eu gosto de queijo e iogurtes 😥.

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  2. A Beatriz comete o mesmo erro que muitos defensores do veganismo e do vegetarianismo (nem sei se a palavra existe) cometem.
    Começam logo com as comparações e as imagens e as palavras agressivas.
    Então a inseminação artificial assemelha-se a uma violação? É invasivo? É. E causa stress? Sem dúvida.
    Mas não acontece o mesmo com o animal humano? É invasivo mas é consentido. Causa stress mas é ultrapassável.
    E no animal humano, todos os partos são normais? Não existem aqueles que necessitam de ajuda de ferros?
    Então porque coloca uma imagem de um parto de uma vaca com ajuda de cordas? Tem algum dado estatístico que diga que a maioria dos nascimentos de bezerros é feita daquela forma?
    Então a Beatriz, passa, automaticamente a ser contra toda e qualquer inseminação artificial. Até contra aquela que tem por objectivo a preservação das espécies ameaçadas.
    Coma bem como saudável. Apele assim, não precisa de mais.
    Cumprimentos.

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    1. Olá José.

      Quando fala de inseminação artificial humana, a mesma é planeada e consentida, caso contrário é uma violação. O acto de tocar e usar o corpo de alguém sem que o mesmo consinta é de extrema violência.

      As espécies só estão ameaçadas porque os humanos tratam de as tornar ameaçadas, invadindo território que pertence a essas espécies e acabando com o habitat natural de quem lá habita.

      não é uma questão de alimentação saudável é mais de querer aquilo que não pertence aos humanos e que continuamos a achar que é nosso.

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  3. Sou dos Açores. Sempre vivi ca e o meu avo tambem era lavrador. Comi carne e peixe durante muitos anos. O que nao implicou que não pudesse, a certa altura, distanciar me e, objetivamente, refletir sobre fatos hoje para mim incontestáveis, sem entrar numa discussão de surdos, categorizando e distribuindo ‘piropos’ , onde uns sao os fanaticos e fundamentalistas e os outros os assassinos e malvados. Objetivamente, o que considero incontestável sao duas coisas essenciais. (1) Os animais tem direitos inalienáveis. O sofrimento é sofrimento, independentemente do corpo que o sente. E eles gostam de viver, sentem prazer, tal como nós, humanos. (2) A tradição, as motivações economicas ou o desconhecimento generalizado acerca do funcionamento das indústrias ligadas à exploração animal nao significam a total impossibilidade de uma mudança de visão, mesmo que gradual. As consciências estao a mudar. Hoje nao sou consumidora de carne ou peixe. Deixei de o ser aos 42 anos, nunca é tarde… O clic deu se pelo SENTIDO DO OUTRO, pessoas e animais lado a lado. E colocar me no lugar deles. O que sentiria se vivesse explorada, confinada, violentada?

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  4. Os nossos antepassados não andaram a caçar de arco e flecha para agora suas excelências comeram só brócolos. As vacas dos Açores veem mais vezes o mar do que vocês, seus ignorantes. Aconselho um viagem este verão aos nossos Açores. Vão gostar. Temos o melhor leite do mundo e as vacas mais satisfeitas. Abraço

    Comocarne@gmail.com

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    1. Pelos vistos não foram só os seus antepassados, pois parece que também ainda vive na época do arco e flecha.
      Pesquise um pouco sobre o assunto que vai fazer-lhe bem a consciência…

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      1. Nós produzimos o melhor leite e carne do mundo. Se não sabe não pesquise. Venha aos Açores ver com os seus próprios olhos. Vai fazer-lhe bem à consciência.

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    2. Sim, porque as vacas são muito felizes por serem inseminadas artificialmente, caso não saiba a experiência é igual a uma violação. Também ficam muito satisfeitas em verem a sua cria retirada, poucos dias após o nascimento. Depois disso, as vacas nem sequer ficam deprimidas. Aliás, até sentem-se melhor por verem o leite que produziram ser roubado por outra espécie. Três meses depois, o processo volta a repetir-se e a alegria continua a espalhar-se pelos campos dos Açores. Por volta dos quatro/cinco anos, quando a produção de leite começar a cair, ficam tremendamente satisfeitas por serem mortas, quando a esperança média de vida seria, em condições normais, bastante superior.

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    3. sim, tenho a certeza que os vitelos viram muitas vezes o mar antes de serem abatidos por dinheiro. Fez bem em prestar atenção ao artigo antes de vir comentar.

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    4. Existe uma coisa chamada evolução. Obrigada amigo.

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  5. Sendo natural dos Açores, apesar de não ter qualquer ligação à agropecuária também gostaria de comentar sobre este texto, ainda que já seja algo antigo.

    As imagens mostradas não correspondem à realidade dos Açores e considero a maioria da notícia, desinformação. A verdade é que as vacas encontram-se na maioria ao ar livre, pastando livremente. Por vezes há agricultores que separam as crias mais velhas das mães, outros que mantém tudo junto. Sim, por vezes as vacas estão presas por uma corrente, e ficam limitadas a um certo espaço para comer, mas os agricultores, também sabem mudar a estaca de sítio quando o é necessário. E porque é que as prendem? Pois, não queiram deixar uma vaca literalmente à solta. Ou existem muros, ou vedações, ou senão é necessário “prendê-las” de alguma forma. Acreditem, elas não se preocupam muito com isso. Têm liberdade para conviver, deitar-se e tudo mais.

    Gostaria de acrescentar que eu próprio já fui levado pelo fanatismo da protecção animal e outras questões ecológicas. E não me interpretem mal: Continuo a preocupar-me com causas ambientais e procuro encontrar soluções para estas, mas já tento informar-me melhor, analisar melhor todos os pontos de vista e realmente encontrar as verdadeiras soluções. O problema é que sobre questões ecológicas, existe tanta desinformação, como este artigo. (Que verdade seja dita, corresponde à realidade, bastante triste, de vários outros países, incluíndo porventura algumas produções em Portugal continental, mas nada a ver com os Açores).

    Deixa-me um pouco chateado ter sido levado (pela ingenuidade da minha juventude) nas conversas de muitos fanáticos ambientalistas, entre outros, e de ter afastado de mim, certas pessoas devido a isso. Para além disso, em vez de tentar trabalhar em equipa para encontrar soluções, não, lutava contra a maré.
    Com isto não quero dizer que não se evite comer carne e outros animais (todo o excesso faz mal) e que até se coma mais legumes (adoro comida vegetariana, para ser sincero. Acho que o que falta é uma disseminação de saborosos pratos de receitas vegetarianas/veganas e dar a conhecer, a quem mostre interesse). A chave está no equilibrio, e quer queiramos quer não, cada um tem o direito a escolher o que deseja para si, o que deseja comer, como deseja gastar o dinheiro que tem, como e onde quer trabalhar, entre outras coisas. Podemos dar a nossa opinião, falar sobre algum facto, ou simplesmente sobre algo que acreditamos, mas não serve de nada puxar ninguém para algo.

    À autora do texto, não trate os outros como ignorantes. Alguns estão mal informados sobre certas questões, outros nem sequer estão informados, mas contribuir para a desinformação não ajuda em nada. No futuro, baseie-se realmente em factos e coisas que conhece e experiencia na realidade. Como muitos disseram, venha aos Açores e veja por si própria.
    E por favor, não imponha opções de alimentação aos outros. Informe os outros e deixe-os escolher. Não os obrigue. Ninguém gosta de ser obrigado. Só motivado ou incentivado.

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    1. Respondeu por si… . “Têm liberdade para conviver, deitar-se e tudo mais” mas estão presas a uma estaca ou delimitadas numa cerca, normalmente pequena, eis o paradoxo. Eu sou minhoto e aqui, garanto-lhe que o único local de Portugal em que pode ver-se vacas “felizes” nas serras do Parque Nacional… andam km em Regime livre, a pastar em encostas, planaltos dormem onde querem como querem, o seu adubo é essencial para certas plantas e elas proprias equilibram o crescimento de certas plantas etc etc etc. Com isto nao quero dizer que tenham um fim melhor visto que sao para carne como outras. So quero fazer um apontamento, essas vacas que ve nos açores, sao uma manipulacao genetica. Muitas até ja terao perdido o instinto da maternidade. basicamente as vacas dos açores sao um pouco como as holandesas e Francesas: sao um algoritmo. Uma maquina controlada estatisticamente.

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  6. Para quem defende este programa das Vacas Felizes…vamos por-nos no lugar das nossas mães. Vivem felizes na sua casinha no campo, até ao dia em que nascemos e vai o Sr leiteiro a nossa casa e lhes roubam os filhos para depois os ,mandar para o assador. E a inseminação artificial? Porque não filmam as vaquinhas felizes nessa altura? Afinal são as vacas que são felizes ou a beleza dos Açores que faz as pessoas pensarem que elas vivem felizes? Acredito que o leite produzido pelas vacas dos Açores seja mais seguro, rico, saboroso, etc (para quem o bebe) e que as vacas possam ser mais bem tratadas diariamente do que em outros locais do país e do mundo, devido a algumas politicas internas positivas da Terra Nostra e ao ambiente de natureza excepcional em que elas estão inseridas, agora dizerem que são “vacas felizes” é pura hipocrisia e publicidade enganosa, pois o que estão a tentar assegurar é a qualidade do produto proveniente de um tratamento animal versus natureza onde é garantida a qualidade final do produto leite e não da felicidade do animal.

    Chamemos-lhe programa “Vacas menos infelizes”

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    1. Antes de abrires a boca para falares de um assunto do qual não sabes ponta de um corno, aconselho seriamente a te dirigires ao aeroporto de Lisboa humberto delgado e apanhes um avião para Ponta Delgada. Chegada ao destino e depois de perceberes as condições verídicas a que as vacas são sujeitas vais ter nojo das merdas que dizes acerca de quem realmente se preocupa com o bem estar animal, para alem de uma diminuição considerável da pegada ecológica, bem como um desenvolvimento sustentável de forma a proteger as gerações futuras.
      Respeito muito pessoas que têm a mania que são vegetarianas ( mas comem peixe na mesma), no entanto detesto a hipocrisia associada aos mesmos, sendo que não se importam de difamar os que realmente se importam com o meio ambiente só para promover uma fachada que fica bem, só porque está na moda.
      Só quem já la esteve é que pode confirmar a felicidade daqueles animais, ao contrário do que vemos no continente, em que ai sim, as vacas são massacradas e torturadas apenas para o proveito humano.
      Se estão assim tão preocupados com o Planeta Terra então vejam o que as vossas lindos e maravilhosos manjar de soja estão a fazer grandes florestas, os grande pulmões do mundo.
      Fiquem com a vossa consciência e imensa hipocrisia

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      1. Olá Claudia.

        Sinto um pouco de agressividade no comentário. Posso dizer que o continente não é só Lisboa e que no continente há mais aeroportos, como o Francisco Sá Carneiro que tem voos diretos diários para Ponta Delgada. A partir do aeroporto de Faro já precisa de fazer escalas.

        também gostava de a elucidar que os veganos não consomem qualquer tipo de produto de origem animal, não incluí só a carne o peixe, o mel, também não usam produtos de origem animal no vestuário cosmética, etc.

        A questão da soja é muito cliché, acredita mesmo que os veganos se alimentam apenas de soja e que são os responsáveis pela desflorestação do planeta terra? Apenas lhe posso dizer que o consumo de carne é o PRINCIPAL responsável pela desflorestação, 91% da destruição da floresta amazónica deve-se à pecuária. Sabia que os animais se alimentam de ração à base de soja… trangénica.
        1/3 da terra está desertificada devido à criação de animais, a pecuária cobre 45% da área total da terra, para alimentar um vegano durante um ano é preciso apenas 0,06 hectares de terra, um carnista já precisa de 18 vezes mais de terra, sem referir o desperdício de água que causa. Uma quinta que tenha 2500 vacas equivale ao desperdício de uma cidade com 411.000 pessoas.

        Posso dizer que já estive diversas vezes nos Açores e cada vez que os visito apenas trago boas recordações e uma vontade cada vez maior de lá voltar e que aconselho toda a gente a conhecer, mas também não fico indiferente ao que se passa lá, nem a falsas propagandas de marcas que querem atirar areia aos olhos dos consumidores criando campanhas que apenas servem para os consumidores se sentirem bem a comprar produtos que causam grande sofrimento animal!

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  7. Eu sou dos Açores, mais propriamente da ilha de São Miguel, já fui outrora omnívoro. Hoje sou muito grato por ter desperto para uma mudança radical na minha alimentação, bem como por em prática o que na verdade diz o coração. Os nossos Açores, deveriam ser uma região que desse o exemplo ao mundo, sendo mais ecológico do que limitadamente vender a sua imagem com que esta exploração que não contribui em nada para as alterações climáticas, mas sim para interesses económicos e políticos. Deste lobby, de exploração de animais inocentes e meigos, Quem quer saber se os animais sofrem? Quem quer saber da saúde das pessoas?

    Enquanto o homem alimentar o seu ego e não colocar-se na posição/entender essas outras vidas nunca terá o maior proveito da sua vida (passageira) que deve ser vivida com Harmonia e amor, bem como respeitar o Planeta de todos nós e não só de alguns.

    Temos de nos virar para a terra, cuidar dela com saúde, ao contrário daquilo que anda acontecer porque a Monsanto é outra que quer controlar os solos com os seus produtos (agro-tóxicos e GMO). Enfim, e muito mais haveria para dizer.

    Na verdade andamos todos a vender, manipulados pelas suas estratégias de marketing, o nosso bem viver para os grandes grupos económicos que só querem lucros.

    As Vacas e outros animais deveriam andar livre pelas ilhas a decorar os nossos montes e paisagens. Poderiam ser monitorizados como outros são.
    Haveria melhor postal turístico? Açores ecológico.
    Acredito que teríamos muito mais visitas e seríamos de facto um grande exemplo para todo o mundo. Está mais do que comprovado que o consumo de carnes (pedaços de cadáveres) e seus derivados é prejudicial à saúde humana. Não inventem por favor, é tudo por dinheiro,e enquanto houver subsídios para estimular esta economia de exploração dos animais vai haver sempre gente submissa porque querem o seu ordenado. E assim vamos andando e presenciando os hospitais cheios de gente e o Planeta a esgotar os seus recursos. Para cada bife no prato é necessário em média 16.000 lts de água. Mas quem se preocupa com isso? Depois chamam de fanáticos os veganos.

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  8. Quando se escreve daquilo que não se sabe e se polvilha com um pouco de extremismo faccioso só pode dar asneira.
    Trabalho na empresa visada por este artigo e posso assegurar que nada do que aqui é descrito acontece no “Programa Vacas felizes”. Aconselho vivamente a quem escreveu isto se inteirar primeiro daquilo que escreve!
    Passem pelo facebook do Terra Nostra ou vão aqui https://www.facebook.com/terranostra.pt/photos/a.132857630070298.15685.131523846870343/1137797829576268/?type=3&theater e ficarão um pouco mais elucidados. Não é por acaso que o programa tem recebido prémios, de organismos idóneos e independentes pela sustentabilidade e bem-estar animal.
    Se os vegans querem ser levados a sério e respeitados pelas vossas opções alimentares, é bom que comecem a respeitar a dos outros e evitem este fanatismo, porque senão vamos ter de criar uma petição a favor das ervinhas e tofus que comem e que ninguém defende!

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    1. Manuel Pinho, o veganismo não é fanatismo. Tentar comparar a vida e morte de animais não humanos sencientes com “ervinhas e tofus” demonstra um grande desrespeito quer pelos veganos quer pela marca que representa e que fez questão de destacar, o que me levanta sérias dúvidas que tenha lido o artigo.
      São comentários como o seu que me fazem ver o lobby que está por trás da indústria dos laticínios e dos milhões que a circulam à sua volta.
      Deixo desde já bem claro que o Manuel faltou ao respeito aos que agem diferente e que realmente respeitam os animais não humanos. Se existem vacas felizes? Existem, mas elas não são exploradas para que o homem possa lucrar com a sua gravidez forçada e com a morte dos seus filhos.

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      1. Não quis ofender comunidade nenhuma! É uma mera ironia, por sinal pequena comparada com a sua tentativa de denegrir uma marca e um projeto inovador em Portugal, que visa a sustentabilidade do sector leiteiro, dos produtores de leite e bem-estar dos animais, sem qualquer facto real e com imagens que sacou da internet e nem sequer mencionou a origem!
        Se deixa bem claro que faltei ao respeito aos que agem diferente (interpretação sua e que não corresponde à verdade) eu posso concluir que o seu artigo, ao usar o logótipo do programa “Vacas Felizes” (que duvido que tenha pedido autorização para o fazer) associado ao texto e imagens que não correspondem ao programa é uma tentativa grosseira de o denegrir com falsidades.
        Se quer opinar sobre “vacas felizes”, saia da sua zona de conforto e inteire-se do programa. Acredite que no final vai reescrever todo este texto!

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        1. De facto já sai da minha zona de conforto há mais de dez anos, altura em que decidi que não precisava dos produtos de origem animal e comecei a viver sem causar a sua exploração e sofrimento. O que descrevo no artigo é pratica comum da indústria dos lacticínios. A exploração dos animais está à vista de todos.
          a exploração dos animais não humanos, quer sejam vacas, porcos, ovelhas ou outros animais não humanos, que não têm voz, está massificada e gera milhões.
          Acredito que é mais “confortável” viver com umas palas nos olhos ou trabalhar na indústria e submetermos ao que ela nos diz que é correcto, mas felizmente consigo perceber que a mudança está a acontecer é que em breve todos poderemos viver em paz, sem especismo o “bacoco” que actualmente impera.

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        2. Parabens, já merece um melhoramento no salário lol Parece que sofre do mesmo síndroma dos defensores da energia nuclear… é limpa é limpa é limpa mas cria resíduos radioactivos e nocivos para os seres humanos durante milhares de anos. O parecer ser nao quer dizer que o seja. Na energia nuclear tal como na pecuária o parecer nao chega. O ser, ali ou acolá, “limpinha” nao torna o cenário geral positivo. Chamar vacas felizes a vacas leiteiras dos acores, é meramente uma estratégia de Marketing. Mas vejamos o cenario alargado… Os açores é totalmente dependente do exterior no que diz respeito a alimentaçao. E os açoreanos usam a terra fertil para… pasto. Pasto para produzir… leite. Leite de…vaca. Vacas que nem são naturais dos açores.

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    2. Caro Manuel Pinho, também sou vegano mas sou dos Açores e vou ignorar o seu primeiro e último parágrafo, que por ironia e de forma desrespeitosa também fala do que desconhece (i.e., veganismo).

      Por favor tenha em atenção que não venho aqui falar em tom acusatório, nem cínico. Desejo apenas ajudar a esclarecer o nosso ponto de vista vegano.

      Sei que há vacas que, mesmo em pastos abertos, vivem presas com cordas e correntes em raios muito curtos, mas não tenho problema em acreditar que, devido à certificação do vosso programa apenas usam os serviços de produtores que dão do melhor às suas vacas. No entanto isso não resolve a insatisfação dos veganos, que o que procuram é o fim da exploração animal.

      Queira por gentileza responder às seguintes questões?

      – As vacas são ou não inseminadas artificialmente?
      – Quando nasce um vitelo, como é a sua vida até aos seus últimos dias?
      – Qual é a esperança média de vida das vacas no vosso programa de vacas felizes?

      Viver à solta em pastos largos e comer erva verde, não considero o suficiente para aceitar que a vaca é feliz, quando tem o resto da parte negativa inerente à sua exploração. O mais próximo de felicidade, com alguma exploração, seria uma família que tem algumas vacas a viver as suas vidas naturalmente dentro de sua propriedade e, quando nenhum bezerro estiver a beber o seu leite, vai lá o proprietário tirar um bocadinho para si e sua família apenas. Mesmo assim, não acreditamos que o ser humano tem o direito de ir lá tirar-lhe o leite. Não só é desnecessário para a nossa saúde, como até é prejudicial.

      Qual é o modelo de uma vaca feliz para um vegano? É uma vaca num santuário, onde ela é cuidada como quem adora o seu cão de companhia, até ao resto da sua vida natural (cerca de 25 anos).

      É por isso que o nome da vossa campanha de vacas felizes revolta muitos veganos, apesar dos vários prémios que possam receber. Enquanto houver exploração do animal para consumo humano não o consideramos feliz. Só quando é o humano a cuidar e proteger o animal para seu próprio bem estar, e não para nosso consumo.

      Dar uma “boa” vida não é justificação para tirar, esgotar ou explorar essa vida.

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  9. este site nao contem fotos das vacas felizes dos açores isso sao fotos tiradas do google, vocês vegans nao sao obrigados a beber leite, vocês vivem numa sociedade em que podem escolher o que querem para comer voces que dao graças a deus que tens essa escolha, ha pessoas que morrem de fome nem tem comida para escolher para ser vegan ou nao nem isso eles tem, vocês vegan deviam era viver num pais assim onde nao tem para onde escolher a comida deviam passar fome para ver o que custa sobreviver

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  10. Falem das galinhas que são retirados os ovos à nascença e que elas choram muito…e que os galos sofrem de madrugada porquê a galinha não chocou os ovos e que assassinaram os pintos antes de nascer e etc…etc…deixem as vaquinhas dos Açores viver em paz…se visualizarmos este assunto de forma global sejam vegan ou outra coisa qualquer existe sempre uma indrustria por trás que quer facturar… é inevitável…relativo ao sofrimento toda gente sofre animais ou pessoas, é o ciclo da vida, ninguém fala do leão que caça e mata a sangue frio outro animal. Neste tópico apenas critico a indrustrializaçao massiva de alguns produtos que muitas vezes levam à ganância desenfriada dos industriais.

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  11. Coitadinhas das vacas e dos animais, concordo plenamente. Mas já conheci muitos vegetarianos que não comem carne e fumam com quase todos os poros que tem. Agora pergunto: Alguém fuma aqui? Era muito bom, pois era… que os animais não sofressem! Mas eu também gostava de não sofrer com as chaminés ambulantes que destroem as esplanadas dos cafés com o cheiro nauseabundo dos seus cigarros. Sei que o tema é completamente diferente (será mesmo?), mas não podia deixar de dizer que, sei que não preciso de leite, mas gosto! Sei muito bem que podia viver sem comer carne, mas gosto de um bom bife… em contrapartida…não fumo! Não contamino o ambientes e pessoas à minha volta.

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    1. Parabéns pelo artigo Beatriz. É dever de todos nós expor estas campanhas ridículas que são um insulto para estes animais sujeitos a toda a espécie de abusos, e um insulto ainda, à inteligência de qualquer pessoa minimamente informada sobre o que se passa nesta indústria. Infelizmente a maior parte das pessoas permanece ignorante sobre estes assuntos. Com contributos como o seu aos poucos a ignorância deixará de servir como desculpa.

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    2. Bom dia Paula
      Que comentário tão despropositado o seu.
      É assim quando se come carne e se sabe que não o deveria fazer é bem mais fácil atacar os vegan com teorias da treta.

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  12. Este artigo está descontextualizado. Se é verdade que muitos vez as vacas encontram-se sob um regime intensivo de ordenha, este programa das “Vacas Felizes” é um bom exemplo, em que é privilegiado o bem estar animal. Percebo o contexto onde o querem inserir, mas é de bom tom informarem-se um pouco melhor e não serem radicais em opinião.

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  13. Ah e tal, mas nos Açores é diferente porque as vacas pastam livremente lá e não sei quê:

    – Deixar o animal em liberdade e com boas condições não nos dá o direito de explorá-lo;

    – Para a produção de leite ser lucrativa obviamente que tem de ocorrer inseminação artificial. Primeiro, para produzir leite tem de estar grávida, e segundo, uma vaca costuma ter um bezerro uma vez por ano. É já a seguir que os produtores vão ser uns fofinhos e esperar que o ciclo natural das coisas se desenrole;

    – Para haver leite convém que este não seja bebido pelo bezerro, pelo que a separação entre ele e a mãe é obrigatória, seja numa indústria intensiva, seja numa indústria com campo livre. Isso já devia ser senso comum;

    – Por último, já somos todos crescidos o suficiente para beber leite – e ainda por cima de outra espécie.

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  14. Eu fico abismada com a sociedade dita evoluída do século XXI. Mete raiva, nojo e provoca a revolta. Já passei nos Açores, concretamente em são Jorge e vi,com os meus próprios olhos, as vaquinhas e os vitelos na planície, completamente entregues à natureza e um estaminal de ordenha, ao ao livre, em que nos foi dado a provar o leite. Não vi prisão, não vi a utilização de força, não vi sofrimento. Acredito que não tenha sido um quadro provocado para nos impressionar. A verdade é que, sempre que vou aos Açores, e já visitei outras ilhas, em todas se vê ao longe vacas, muitas vacas e vitelos a pastar. Quando anoitece vêm-se deitadas à espera do dia seguinte. Esta é a minha imagem mas a verdade é que não bebo leite de vaca porque sei que, por norma, acontece o horror descrito na mensagem e porque o ciclo do leite para os humanos não tem lógica. O nosso é o da nossa mãe, deixamos de mamar temos outras alternativas. Também acredito que as alterações produzidas no leite devem fazer o contrário do que é publicitado. Até porque os animais não mamam eternamente, porquê nós? Porque dá aquilo que mais abomino, o dinheiro. De qualquer maneira custa-me a acreditar que as imagens e a mensagem sejam dos Açores. Custa-me mesmo, mas a sociedade está tão alterada que acredito poder haver exceções à realidade. Se calhar já há lá os sovinas que não olham a meios e estragam toda a beleza que eu conheço tão bem.

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  15. Quem escreveu este artigo nunca esteve nos Açores. Tirando a inseminação artificial, que em nada tem a ver com violação, já presenciei e a “seringa” usada uma vaca com cio nem a sente. Os cruzamentos são cuidadosamente seleccionados de modo a que o touro e a vaca tenham características complementares e ausência de potencial para doenças de origem genética de ambos os lados da família, ou seja, para que a descendência seja saudável. Muitas vezes a vaca e o touro nem estão na mesma ilha. Os bezerros andam com as mães nos pastos, bastam umas horas nos Açores para ver ao vivo e a cores.
    Nos Açores ninguém amarra vitelos para não se mexerem até ao abate, que barbaridade! Nós Açores dificilmente se encontra vitela à venda. É mais apreciado na Madeira em escalopes ou espetada.
    Os novilhos de 2 anos são separados das mães (numa altura que já não mamam obviamente) e muitas vezes enviados para a Madeira e Alentejo. Obviamente que a seu tempo todos são abatidos. Não teriam também nascido se fossem apenas animais de estimação.. Mas nos Açores tiveram uma vida digna e com uma qualidade muito superior à maior parte do mundo. As vacas leiteiras são muito estimadas pelos donos e outras pessoas que trabalham com elas. Não são só os donos que as conhecem pelos nomes, são também os veterinários, os filhos dos lavradores, os vizinhos que moram na casa atrás do pasto da tarde. As pessoas deviam investigar melhormelhor antes de escreverem calúnias destas!

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    1. Quando era puto tive um vizinho que espancava as suas vacas!! Mas tbem tinha um que as tratava como familia ate conversava com elas!!

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  16. Olá Beatriz,
    Não sou vegan, sou vegetariana (algo que muitos vegans também desaprovam). Não bebo leite devido à lactose e também como opção. Contudo, tenho de dizer que a industrialização gerada à volta do leite e do sofrimento causado aos animais em outros países tem pouco de realidade nos Açores. Se sofrem, muito provavelmente devido à inseminação e às mastites, mas venha conhecer os Açores e vai ver o porquê das vacas “parecerem” felizes. Porque andam pelos pastos e não confinadas em estaleiros, porque têm nome como alguém mencionou num comentário anterior. Todas as pessoas que conheço que têm lavouras dão nomes às suas vacas. Não defendo a crueldade animal, mas também é-me difícil aceitar alguns artigos que deviam ser um pouco melhor fundamentados. Fico também um pouco triste por não respeitarmos as opções uns dos outros. Se eu quero ser vegetariana, eu sou vegetariana. Não forço ninguém a aceitar as minhas opções. Eu respeito quem come carne, porque também já a comi e achava-a deliciosa. Hoje já não como. Tenho a dizer-lhe que foi um grande sacrifício, mas consegui. O mundo não vai mudar de um dia para o outro. Já fico feliz em saber que existem cada vez mais pessoas a mudar a sua alimentação. Por outro lado, obrigada pelo blog e pelas opções ao leite. Num mundo ideal seríamos todos vegan 😉
    Venha visitar os Açores, vai adorar!
    Bem haja :)

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    1. Num mundo ideal não tinhamos que escolher o que comemos. Comiamos com as estaçoes. Ninguem tinha fome, nem as pessoas o os animais seriam explorados. Não sou vegan nem vegetariana. Tento comer as coisas da epoca. Vivo perto do mar, vou as mares para comer marisco, compro peixe aos pescadores locais, e como ovos caseiros. Gostaria de ter tambem essa escolha com o leite e derivados. Gosto que haja projetos como nos açores. Em outros paises tambem ja se pode escolher qual leite se compra. Tambem não me importo pagar mais. As pessoas que trabalham na agricultura tambem são esplorados e tambem maltratados. Tambem a muitas crianças a trabalhar na agricultura. O que ajuda se não bebo leite o como carne para proteger os animais, mas vou ao supermercado e compro maças , arros e alho da china, fruta de espanha, legumes de marrocos, soja do brazil….

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  17. E matar plantas (ainda que seja para comer), não é também um acto cruel para com as mesmas?

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    1. Sim, porque o sistema nervoso das plantas é igualzinho ao de um animal!

      Mas já que deu um argumento de quem quer rebaixar os outros, pergunto-lhe: prefere ver 10 minutos de uma planta a ser morta, cortada e comida, ou 10 minutos de um animal a ser morto, cortado e comido?

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  18. Seleccionei algumas frases disparatadas para mostrar como este texto é baseado na ignorância:
    “terão de cumprir uma rigorosa lista de normas” – claro… e essas normas são exactamente aquelas que garantem o bem-estar dos animais que entram no programa.
    “nos “dão o leite” como uma oferenda divina” – ??? quem pensa assim? Hoje em dia toda a gente pode saber como se produz leite. Infelizmente a autora deste texto não é uma delas.
    leite vegetal em casa – isto não existe. Leite é o produto de uma glândula mamária de uma fêmea mamífera. Por favor chamem-lhe outra coisa mas não se apropriem do bom nome que o leite ganhou durante séculos.
    inseminação “um processo invasivo e que causa muito stress aos animais que são sujeitados a ele” – mais uma mentira. O processo não é doloroso nem causa stress. As vacas chegam a ficar paradas num campo enquanto são inseminadas.
    Mesmo antes do nascimento dos bebés, as vacas começam a ser ordenhadas diariamente – não é verdade. A vaca só após o parto começa a ser ordenhada. Mais uma prova de ignorância perigosa.
    A fotografia de um parto é falaciosa, já que não corresponde obrigatoriamente a sofrimento. Quem já foi mãe sabe que há dor no parto. Mas não são a favor do que é natural? Muitos produtores e veterinários controlam essa dor se calhar de uma forma mais eficiente do que acontece com muitas mulheres.
    “eles são separados das mães, que choram desesperadas por eles durante dias” – trabalho há 30 anos com vacas e outras espécies pecuárias, e nunca vi isso acontecer. Mostrem-me uma vaca leiteira a “chorar” pelo filho durante dias.
    “se nascer macho será morto pouco tempo depois, uma vez que não tem qualquer tipo de valor comercial na indústria do leite” – não é usado na indústria de produção de leite mas tem valor. E depois entra em contradição ao dizer que a carne é vendida como uma iguaria. Então são mortos ou vendidos?
    A seguir falam na produção da chamada carne branca (veal calf) que é um sector muito especifico da produção animal, essencialmente nas explorações intensivas da Holanda… O que descreve não acontece com os vitelos dos Açores nem com os do continente. É uma grande confusão e, mais uma vez, propositadamente (?) falaciosa.
    “Ainda adolescente os chifres da vaca são arrancados” – os chifres não são arrancados e muito menos é colocada uma pasta seguido de um ferro quente para “terminar “ o processo. O método de descorna é por ferro quente ainda antes do crescimento de qualquer chifre. A tal rigorosa lista de normas a isso obriga e ainda obriga a anestesia e analgesia que elimina toda a dor – como o que o dentista faz quando arranca um dente. Quando este método é usado os vitelos não mostram sinais de dor, não reduzem consumo de alimento e continuam a brincar como os vitelos controlo (não descornados).
    “A ordenha intensiva, as rações que estimulam a produção de leite causa imensa dor e problemas mamários nas vacas” – o que é que isto quer dizer? Mais uma série de mentiras. A ordenha não causa qualquer desconforto aos animais. Aliás se causassem dor a vaca não conseguiria ser ordenhada porque a dor inibe a descida do leite. Os animais estão relaxados, calmos e a ruminar quando são ordenhados.
    “roubar e beber o leite de outros animais” – roubar porquê? Não será este um tipo de troca – alimentação, abrigo, bem-estar em troca do leite, que de qualquer maneira a vaca não quer para nada. Mesmo que o vitelo estivesse a mamar, nunca conseguiria beber todo o leite que uma vaca leiteira produz e isso é que seria dramático – o leite acumulado conduziria a compressão, infecção e dor.
    Recuso-me a discutir a ideia estapafúrdia de que o leite faz mal à saúde e de que somos os únicos adultos a beber leite porque não faz qualquer sentido nem está provado por estudos científicos sérios. Pelo contrário, os seus efeitos benéficos estão comprovados há séculos.
    Com isto não quero dizer que não devemos lutar pela melhoria das condições de bem-estar animal. Pelo contrário, devemos estudar e perceber quais são as suas necessidades e estabelecer “rigorosas normas” que garantam que durante a sua vida a vaca troque o seu leite pelos nossos cuidados. Pode ser (e é) um contracto benéfico para as duas partes.
    Finalmente uma palavra de alerta – se todos deixarem de beber leite deixará de haver vacas nas espectaculares pastagens dos Açores. Será um drama natural, paisagístico, económico e social. Pensem nisso em vez de inventar problemas.

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    1. Simplesmente porque o método da descorna ser livre de dor (o que não acredito) , não justifica o ato de violação dos direitos do animal. Deixem os animais em paz , por natureza têm cornos, deixem-nos ter.
      Qualquer tipo de exploração animal desnecessária, com fim de fazer dinheiro e ainda por cima ao custo da saúde dos ignorante devia ser estritamente proibido.
      A compreensão de conceitos tão simples como os acima descrito nunca serão alcançados quando o salário da pessoa em causa depende na sua incompreensão deliberada.
      Pode tentar racionalizar estes atos cruéis e insustentáveis, mas as consequências serão as mesmas.
      Por fim , “os seus efeitos benéficos estão comprovados há séculos” , gostaria que me mostrasse esses estudos cientificos. Porque mesmo a faculdade médica de Harvard admite que o leite não é nem de perto necessário ou saudável. Mas lá está, o seu salário depende na incompreensão deliberada de factos, não há volta a dar.

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  19. Apenas gostava de saber o que é que tudo o que foi escrito tem a ver com o leite produzido nos Açores, isto porque a produção de leite nos Açores não tem nada a ver com o descrito! As imagens nem são tiradas nos Açores!
    Quem escreveu e publicou tal artigo deveria ter vergonha na cara.

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    1. João, pode ler o comentário do Mario. O artigo não pretende atacar os Açores, mas sim o que as marcas utilizam para vender os seus produtos “felizes” criando rótulos de animais explorados “felizes”.

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  20. Vocês não tem muito a noção daquilo que dizem pois não???
    Sou Açoriano, criado (mas não cego! Sei que nem tudo é paraíso neste 9 ilhéus)…
    Mas posso dizer com muita certeza que o este artigo menciona é exagero, dramatismo e claro muito mentira.
    Mas não me vou alongar com grandes discursos, pois ia dar em pouco ou nada, cada um acredita no que quer.
    Posso apenas fazer o convite/desafio, apareçam por cá e testemunhem pelos vossos olhos e não pelo “diz-que-disse”…

    P.S. Venham de surpresa e sem avisar… Não nós montarmos um esquema de “fachada” para vos enganar!

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    1. Mário, o que está descrito no artigo é pratica comum da indústria láctea, quer seja nos Açores ou continente. As marcas agora criaram o rótulo de animais felizes para que o consumidor se sinta mais confortável com as suas opções, sem pensar o que está por trás.

      ja estive diversas vezes nos Açores e a separação dos vitelos das suas mães foi algo que não consigo esquecer. Está à vista de todos.

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      1. Beatriz, o titulo deste artigo é “O mito das vacas felizes nos açores”, especifica mesmo a região!
        Eu admiro e respeito as pessoas de que escolhem estilos de vida com o objectivo de não a envolver o consumo de animais (e seus derivados).
        Posso dizer que já participei quando mais novo em todas essas etapas da produção de leite e digo com toda a certeza que em nada se assemelha ao que descrevem.
        Claro que não deixa de ser uma industria com finalidades que não agradam às pessoas que optam por estilos de vida Vegetarianos/Vegans…
        Assim sendo, e acreditem se quiserem, a vacas dos açores tem uma excelente qualidade de vida quando comparado em qualquer outro sitio (se calhar do mundo), pois optamos por produções extensivas ao invés de intensivas como se verifica noutros sítios. Outros sítios com outras marcas, estas que também querem vender “leite de vacas felizes e bem tratadas”, passei por 3 explorações no norte do país fornecedoras de leite para a AGROS, que se vissem, diriam que os açores são um hotel de 5* para as vacas!
        Para a próxima sejam mais atenciosos no que mencionam e se a informação é fidedigna, usem fotos tiradas cá (os brincos da vaca da penúltima foto não são de cá).

        Mas claro sou muito suspeito para falar…

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    2. Se vierem de surpresa encontrarão filhotes de vacas recém-nascidos para abate diariamente e todas as práticas descritas acima, umas um pouco mais decadentes que outras, isso depende da humanidade do lavrador… e sei do que falo. Moro cá e conheço muito bem o nosso matadouro, as suas regras e as regras que não chegam a cumprir de modo a reduzir o sofrimento animal. E os lavradores, os proprietários, muitos deles são os primeiros a não querer saber do bem estar dos seus animais… e a não cumprir com a legislação de transporte e muitas outras…

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  21. Nem se me pagassem muito bem eu era capáz de dizer tanta baboseira !

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  22. Leite causa osteoporose (já comprovado) Usar roupas e conduzir é uma evolução do ser humano! Que evoluiu em muitas coisas menos em nesses pensamentos medíocres!
    Vacas são mesmo animais inteligente e recompensam mesmo havendo a triste realidade dos homens para com os animais.
    Talvez o açore de vocês seje “bonzinho”, mas muuuitos são crudelíssimos!

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    1. A capacidade de digerir a lactose contida no leite é uma evolução como qualquer outra. Permitiu aos seres humanos que conseguem continuar a produzir lactase (a enzima responsável pela digestão da lactose) enquanto adultos, aproveitar uma fonte de alimento rica e facilmente disponível após a domesticação dos animais. Na verdade, a produção de lactose é um dos poucos mecanismos de retroacção positiva que ocorrem no corpo humano, ou seja, quanto mais leite se bebe mais lactase se produz e mais fácil é digerir o leite que se bebe a seguir. É por isso que muita gente, parando de beber leite por uns tempos, não se sente bem quando volta a tentar passado tempos. Obviamente que nem toda a gente evoluiu com essa capacidade, na China, por ex., esta não é comum, o que está relacionado com tradicionalmente não beberem leite ou fazerem sequer queixo. O mesmo não se passa com a maioria dos Europeus. De certa forma, deixar de beber leite é uma forma de regressão evolutiva, pois priva o organismo em causa de uma possível fonte de nutrientes que pode vir a ser necessária em certas circunstâncias.

      Eu entendo os argumentos éticos de quem escolhe não beber leite, mas mentira, desinformação e apelar ao sentimentalismo bacoco afastam-me da causa em vez de me aproximarem dela.

      E já agora, nunca fui aos Açores mas tive a experiência por cá já em anos que lá vão: as vacas estão-se perfeitamente nas tintas para a inseminação. Pelo que me lembro, sempre continuaram a ruminar tranquilas como se não se passasse nada e nenhuma tentou sequer mandar patadas no veterinário responsável pelo acto. Entendo a perspectiva da violação, mas se o animal não parece demonstrar qualquer stress, incómodo ou desagrado pelo acto, acho que há coisas bem piores que devem ter primazia quando se trata de bem estar animal.

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  23. O que está aqui escrito e uma vergonha de alguém que não esta ciente da realidade grande campanha contra a lavoura…

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  24. O homem não foi feito para beber leite, é um facto de hoje felizmente podemos afirmar, como também não foi feito para usar roupa ou sapatos, conduzir… Mas como tive uma juventude rica nos açores (quando digo rica digo que os meus pais eram empresários agrícolas ou mais conhecidos como “lavradores”) posso acrescentar a informação em falta, porque do que falam é do leite dos Açores e não do resto da Europa. Então a inseminação artificial, é um ato que sempre não gostei, mas a realidade é que o animal tem que estar no cio para funcionar… ou esta vai (e com o seu direito) procurar o seu parceiro, que as torna imprevisíveis e perigosas (tipo solteirona aos 40 numa discoteca) podem se rir, mas não o farão quando atropelar um animal quando este atravessa a estrada “desarida”. Sim, apesar das imagens neste artigo demonstrado os animais nos açores não estão presos em barracões, estão em liberdade e grande parte da sua alimentação vem dos terrenos onde elas estão.
    «Separação», nós nos açores não temos uma produção de leite industrial, aproveitamos o máximo que a natureza nos dá, afinal vivemos em ilhas. Sabemos que o leite da mãe é o melhor primeiro alimento para o desenvolvimento do recém-nascido, além disso se tentar separar os dois, bem prepare-se pois vai ter uma grande batalha perdida, pois como já disse nos açores temos os animais em liberdade e em pé de igualdade se vier problemas (igualdade não sei porque ela pesa 300k e eu 70k, ok ok… eu peso 94…).
    Quem é lavrador por gosto e porque sabe o que faz, massaja o mocho que que forma este descontraia e facilite a ordenhar ou “mamar”, se ficar restos de leite, este poderá provocar doenças no animal e levar á morte do mesmo. Meu avo (como outros da época) não dava ração para ordenhar uma vaca (e mesmo assim não existia) ele cantava…
    Agora é que vou mandar chumbo: «subsídios» A produção de leite dos açores é subsídio-dependente, porque? Criar dependência foi a melhor coisa europeia a nível de estratégia politica europeia, ou seja, ganhar votos por uma dependência de subsídios ao qual foi criado porque o produtor não é premiado pelo seu trabalho, para benefício dos distribuidores e revendedores, e isso chega mesmo a ser pelos subsídios mais estúpidos imagináveis. Só a minha opinião, nada a nível primário em Portugal pode ser subsídio-dependente se quisermos sair da crise.
    Existe expões nos açores do que eu estou a descrever, claro, mas a não industrialização deste sector nos açores (como é o caso no resto da Europa) é algo muito importante a preservar, não só pela qualidade de vida mínimo deste animais, como a sua preservação em longa data. Pela minha experiencia de criança, ao qual chamava os animais pelo nome (sim, nos Açores todas as vacas tem nome) e as fazia festas e por vezes comiam da minha mão, eu sei o que é viver e de viver delas, o esforço e a dificuldade… E elas nos recompensem com um impressionante qualidade de leite.
    Não querem beber leite e fazem as coisas mais complicadas para o substituir é prova que o leite está bem enraizado na nossa sociedade. Mas se escolhem não o consumir, eu considero como um ato respeitável e boa sorte! Se escorem beber leite, bem escolhem dos açores que é o leite muito bom, de qualidade superior em muitas vezes em pé de igualdade com a Suíça. Já agora reparem, que apesar disso, é um dos leites mais baratos que encontram no supermercado. Parabéns para quem leu até aqui, encaram a realidade do que é os açores, se estiverem pelos açores, parem ao lado de um lavrador e pedem para provar o leite, vão ver e podem aprender a tirar leite à mão (sejam gentis para não levar uma patada) e ver o orgulho de ser lavrador e ter umas das vidas mais duras na terra.

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    1. Nasci no RJ e vivi cada metade da minha vida no RJ e em NY. Em ambas as cidades ate 2008 eu comprava leite sem qualquer restricao por nao saber o que li a partir de 2009. Entao, parei de comprar leite e comecei a compra amendoas, ate que li que as amendoas eram Transgenicas da California. Fui buscar uma opcao e passei a comprar amendoas do Yemem numa loja centenaria da Siria no Brooklyn. Mas nao foi so’ sobre o leite que fiquei cada vez mais decidida em mudar-me para Portugal, onde pelo que eu pesquiso ainda encontramos um tratamento mais digno para com os animais e tambem uma alimentacao mais sadia. Como aprendi a fazer kefir e prefiro o com leite, optei pelo leite dos Acores e lendo a sua nota, espero que a minha alegria ao le-la nao seja em vao. Alias, estou para visitar os Acores pela primeira vez a qualquer momento, ilha de Sao Miguel, lugar de nascimento de uma avo’. Agradeco e tenha um excelente dia! Cristina

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      1. Olá Cristina. O texto não é apenas sobre os Açores, retrata as práticas de toda a indústria dos lacticínios, quer estejam rotuladas como “felizes” ou não. São apenas rótulos, a exploração existe sempre.
        Opte sempre por opções vegetais, sem sofrimento e crueldade.

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        1. Nao resta a duvida, Beatriz Batista, mas e’ uma lastima que chegamos ao seculo XXI com mentalidades da Idade Media!

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          1. É mesmo! Está tudo dito em poucas palavras…

      2. Será que me pode facultar a receita de kefir. Obrigado

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    2. Os factos contrariam-no, gostava de saber como explica esta notícia: http://www.rtp.pt/acores/economia/acores-abatem-dez-mil-vitelos-video_7048

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    3. Não perca tempo Miguel, há uma razão para o artigo estar assim escrito, com esse título – chama-se propaganda facciosa. A autora tem razão quando diz que deveríamos reduzir a produção intensiva mas depois tenta utilizar um caso que nós conhecemos, para gerar empatia, mas em que nada se enquadra no caso que deveria defender para tentar chegar ao seu objetivo. Bem ao estilo vegan/comunista/faccioso. As vacas nos Açores vivem melhor que muito ser humano. É ver o motor da ordenha, no campo, a começar a funcionar para vê-las a descer a encosta, ordenadamente e a porem-se em fila para serem ordenhadas à vez. Isto é visível em qualquer pasto, logo pela manhãzinha quando se faz a ordenha (mas não acreditem em mim, vão ver por vocês mesmos). Concordo que é desumana a produção intensiva (apesar das vacas não serem humanos e a conversa de por os animais ao mesmo nível da nossa espécie é um erro que ou nos leva ao tempo das cavernas ou à própria extinção como espécie mas enfim. Mas, mais uma vez, não acreditem em mim, leiam Darwin que percebem) Agora, pegar num caso que poderia ser um exemplo mundial de criação de gado com ética e preocupação de bem-estar animal, é desonesto, é sacanagem, é contraproducente.

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      1. “e a conversa de por os animais ao mesmo nível da nossa espécie é um erro que ou nos leva ao tempo das cavernas ou à própria extinção como espécie mas enfim. Mas, mais uma vez, não acreditem em mim, leiam Darwin que percebem”

        Eu sou biologo e não poderia discordar mais com essa frase. Não é erro nenhum meter outros animais ao lado da nossa espécie e não sei como é que levaria à nossa extinção. Eu pessoalmente como carne e bebo leite, mas principalmente por cultura e por acreditar no equilibrio alimentar. E quando posso, compro leite de pastagem e ovos do campo.
        De resto, concordo com o que disse. O artigo está escrito de uma forma que revela bastante a agenda politica do escritor. Mas também o que esperava de um site chamado sociedadevegan?

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        1. leiam Darwin que percebem

          ok.

          A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.
          Charles Darwin

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    4. Olá,
      Obrigada por ter escrito e por ter-me dado a oportunidade de ler a forma como a produção de leite nos Açores é feita, sobretudo a forma como tratam os animais.

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    5. Muito obrigado pela clareza da resposta.

      Por vezes deixamo-nos embarcar em anti-ismos, e vale a pena ler coisas assim de vez em quando.

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